Para que serve corrigir um valor?
Com a inflação (a subida geral dos preços), o mesmo dinheiro compra cada vez menos. Corrigir um valor é descobrir quanto ele precisaria ser hoje para comprar a mesma coisa que comprava no passado.
Serve, por exemplo, para atualizar um aluguel, uma dívida, uma pensão, ou para comparar salários e preços de anos diferentes.
Como a conta é feita
- Pegamos a variação do índice em cada mês do período, do mês inicial até o final (os dois entram).
- Transformamos cada variação em fator: 1 + variação ÷ 100. Ex.: 0,50% vira 1,005.
- Multiplicamos todos os fatores. O resultado é o fator acumulado.
- Valor corrigido = valor × fator acumulado.
É o mesmo critério da Calculadora do Cidadão do Banco Central. Exemplo: R$ 1.000 de janeiro/2020 corrigidos pelo IPCA até dezembro/2024 dão R$ 1.334,61 (alta de 33,46%), o mesmo valor que a calculadora do Banco Central mostra.
Qual índice escolher?
- IPCA: inflação oficial. Serve para a maioria dos casos.
- INPC: inflação das famílias de menor renda; usado em salários e benefícios do INSS.
- IGP-M e IGP-DI: muito usados em contratos de aluguel e outros contratos.
- IPCA-15: uma prévia do IPCA.
- Selic e CDI: não são inflação, são taxas de juros. Mostram quanto o valor teria rendido numa aplicação que paga 100% da Selic ou do CDI (antes de impostos).
Veja os valores mais recentes de cada um em Índices econômicos hoje.
De onde vêm os dados
Séries oficiais do Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central, atualizadas automaticamente várias vezes ao dia: IPCA (série 433), IPCA-15 (7478) e INPC (188), calculados pelo IBGE; IGP-M (189) e IGP-DI (190), calculados pela FGV; Selic acumulada no mês (4390) e CDI acumulado no mês (4391). Selic e CDI usam apenas meses já encerrados. Valores a partir de julho de 1994 (início do Real).